Cirque du Soleil – Amaluna: dessa vez o show é delas

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O Cirque Du Soleil se despediu esse fim de semana da cidade, após uma curta passagem pelo país.  Com apresentações apenas no Rio e em São Paulo, a turnê Amaluna vai deixar saudade… e uma reflexão. Feito para mostrar que o circo também é feito por mulheres, o espetáculo nos faz refletir sobre o preconceito no meio artístico. Criado em 2012, “Amaluna” é a primeira atração formada por um elenco majoritariamente feminino. Dos 48 atores em cena, 30 são mulheres.

A trama foi inspirada em “A Tempestade”, de Shakespeare e em “A Flauta Mágica”, de Mozart. A história se passa na ilha de Amaluna, que é governada por Deusas. A rainha Prospera prepara o rito de passagem de sua filha Miranda, a vida adulta. Durante as comemorações, uma tempestade faz um grupo de marinheiros aportar na ilha e a princesa se apaixona por Romeo. Mas esse amor é posto a prova e o casal tem que enfrentar diversos obstáculos para ficar junto.

Com a tenda lotada, o show começa com a ama da jovem Miranda brincando com a platéia. É impossível não se divertir com a atrapalhada personagem da brasileira Gabriella Argento, que no final, também se apaixona por um dos náufragos. A atriz faz a parte cômica do espetáculo e soa quase como um alívio em meio as cenas cheias de muito equilíbrio e contorcionismo, que nos fazem prender a respiração durante alguns segundos.

A palhaça paulista Gabriela Argento é uma das únicas brasileiras no elenco da companhia (Foto: Bianca Tatamiya)
A brasileira Gabriella Argento no espetáculo “Amaluna”.

Mas não pense que isso é ruim… ver aquelas mulheres delicadas mas ao mesmo tempo fortes, fazendo coisas que você nunca imaginaria que fossem possíveis, nos deixa sem palavras. O silêncio durante os movimentos era seguido de aplausos e expressões de surpresa. A atriz Yulya Mihailova, que faz Miranda, personagem principal da história, prova que seu corpo não tem limites e com movimentos tão incríveis e ao mesmo tempo tão leves, nos mostra que nada é impossível para ela.

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A atriz Yulya Mihailova, que faz a personagem Miranda.

Mas claro, não podemos deixar de falar dos meninos. Eles dão um toque especial ao show delas. O brasileiro Gabriel Christo arranca suspiros da platéia ao dar uma “sambadinha” e mostrar que o Cirque Du Soleil também tem sim, um toque do Brasil. Ele e Gabriella são os dois únicos brasileiros a fazerem parte de “Amaluna”.

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O brasileiro Gabriel Christo em uma de suas acrobacias.

E ao fundo de toda a trama, a trilha sonora é comandada por um banda formada – é claro – somente de mulheres. E vamos falar que as “meninas” dão um banho em muitos rockeiros barra pesada que tem por aí.

Acredito que essa seja a magia do Cirque du Soleil: levar o circo a um outro nível. É fazer você ficar arrepiada do início ao fim. É fazer duas horas de espetáculo passar tão rápido que parece que durou apenas dois minutos. É te levar a um mundo de fantasia onde tudo, ou quase tudo, é possível. Cirque du Soleil é cor, magia, dança, música. São várias nacionalidades juntas, falando uma única língua e levando seu público ao delírio. E “Amaluna”, especificamente, é uma linda história.

A apresentação termina com a platéia aplaudindo de pé. E nos dando a certeza do que as mulheres são capazes.

Não que tenhamos duvidado disso em algum momento.

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Um dos momentos do espetáculo “Amaluna”.
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