Todos somos dispensáveis

 

Você se dedicou…

Eu sei que você já teve aquele relacionamento/amizade que considerou indispensável. Aquele relacionamento/amizade que você construiu da melhor forma possível, mas que como a ciclovia Tim Maia, não aguentou tudo aquilo que se esperava e cedeu  no primeiro tempo ruim.

Eu sei que você foi tudo para esse alguém. Sei que você se dedicou, deixou o telefone ligado de madrugada e passou a noite em claro. Sei que os seus anseios se confundiram com os da pessoa e os seus sonhos se tornaram os mesmos. Eu sei que você abriu mão da sua vida várias vezes e colocou a vida do outro acima da sua. Sei que durante vários e vários dias você esqueceu de si mesmo.

Mas não foi o suficiente.

Você viveu em função de outra pessoa e viu essa mesma pessoa ir embora. Você ficou sozinho. E doeu. Doeu muito quando o vazio te preencheu. A solidão é intimidadora e fria, não é?

Sei que você deitou na sua cama e se questionou inúmeras vezes, tentando entender o que fez para merecer tal tragédia. Listou tudo que havia feito, mas não achou nada que possa ter ocasionado, visto que seguiu todas as normas e fez tudo certo – e até errado quando necessário.

As pessoas entram e saem da nossa vida o tempo todo

Não se culpe pelos deslizes cometidos por terceiros. O problema não foi você, foi a pessoa que não soube ser aquilo que você precisava. Se a sua consciência está limpa, não se desmoralize. A dor é forte, mas a vontade de superar tem que ser maior. Saiba que ninguém é obrigado a ficar, por mais que a gente queira.

Todos somos dispensáveis e a vida fica menos dolorosa quando aceitamos isso.

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